Como evitar os problemas mais comuns do verão

Inchaço, retenção de líquidos, sobrepeso, celulite e estrias são alguns dos males cuja incidência aumenta de forma significativa durante o período de dias mais quentes do ano. Por esta razão, importante se torna saber como evitá-los para manter a boa saúde corporal, tanto física quanto mental.

 

Inchaço do corpo

 

Conhecido popularmente como retenção de líquidos, o inchaço do corpo (ou em parte dele) tem como possíveis causas, problemas renais, cardíacos ou hepáticos ou, ainda, doenças da tireoide, que provocam tipo específico de edema.

Pernas inchadas no final do dia e marcas deixadas pela pressão de meias ou dos sapatos são exemplos do edema (termo médico usado para o inchaço).

 

Extravasamento de líquido

 

O edema (inchaço) resulta do extravasamento de líquido (pobre em proteínas do sangue) que sai dos vasos sanguíneos e vai para o tecido subcutâneo. Ele gera o aspecto inchado e brilhante da pele, deixando marca (sulco) temporária.

 

Causa do inchaço

 

A retenção de líquido é causada pelo acúmulo de água entre as células do corpo. As mulheres são bastante atingidas pelo inchaço principalmente durante a menopausa e o período pré-menstrual. O fato acontece por causa de alterações hormonais que ocorrem no organismo durante estes períodos.

Outros fatores que podem ocasionar a mesma disfunção são variações de pressão sanguínea, ingestão inadequada da quantidade de proteínas e de sais, sedentarismo, problemas hormonais, alguns medicamentos, ação da força gravitacional e a má circulação de sangue em algumas regiões do corpo.

 

Mecanismos de manutenção

 

Sofisticados mecanismos atuam para manter o equilíbrio dos líquidos no corpo, cuja composição chega a ter até dois terços de água. Todos os fluidos corporais, inclusive o sangue, contudo, são divididos segundo a função.

Eventuais desequilíbrios nos citados mecanismos, tais como, por exemplo, variações de pressão sanguínea, quantia de proteínas no sangue, quantidade de sais disponíveis no corpo, ação da força da gravidade, sedentarismo, entre outros, são capazes de favorecer o aparecimento do inchaço.

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Outras causas

 

Há, ainda, várias outras causas capazes de efetuarem a retenção de líquidos. Veja!

> Problemas renais, cardíacos ou hepáticos.

> Doenças da tireoide.

> Remédios, caso de alguns anti-hipertensivos, que alteram a permeabilidade dos vasos sanguíneos.

> Reações inflamatórias decorrentes de reações alérgicas.

Em geral, porém, os pequenos inchaços têm causa local, tendo como causa a circulação regional insuficiente.

 

Sintomas do edema

 

É comum pessoas notarem sintomas do edema (inchaço) em regiões mais suscetíveis ao acúmulo de líquidos. São os casos, por exemplo, das pernas e das costas de pessoas que ficam deitadas por muito tempo ou, ainda, em locais mais sujeitos à ação da força da gravidade.

 

Diagnóstico

 

Avaliação médica do quadro clínico é necessária para que possa ser feito o diagnóstico da retenção de líquidos. De semelhante modo, também pode haver a necessidade de realizar exames de sangue objetivando conhecer a quantidade de sais e proteínas. Além disto, igualmente, também se fazem necessárias avaliações cardíaca, hepática, renal, imunológica e tireoidiana. Às vezes, ainda, também se faz necessário realizar exames para avaliar as veias e as artérias próximas ao local mais afetado pelo inchaço.

 

Tratamento específico

 

Cada tipo de inchaço demanda do conhecimento da causa que o originou, já que há a necessidade de tratamento específico. Por esta razão, a recomendação é a de buscar ajuda médica.

 

Como reduzir o inchaço

 

Ao causar o inchaço corporal, a retenção de líquidos incomoda muitas pessoas, especialmente as mulheres. O problema, todavia, pode ser combatido com dieta balanceada e o uso de dermocosméticos. Alguns servem para reduzir a gordura da região abdominal, outros, para potencializar a “queima” de gordura durante os exercícios físicos.

 

Dores corporais

 

Aliado ao inchaço que a retenção de líquido gera, ela também causa dores corporais, estresse e desconforto intestinal.

Da mesma forma, a retenção de líquido e as alterações hormonais provocam o agravamento e a persistência da celulite.

 

Recomendação

 

Com a finalidade de combater o inchaço e a retenção de líquido, portanto, importante é garantir o bom funcionamento do organismo. Isto é possível com a adoção de alimentação saudável e balanceada. Além disto, beber, no mínimo 2,5 litros de água por dia, também é crucial, porque vai incrementar a eliminação de toxinas do corpo, promovendo, como consequência, o bom funcionamento dos rins.

Dicas para diminuir a retenção de líquido

 

Bons costumes auxiliam a prevenção contra a retenção de líquido, e, por extensão, o inchaço causado por ela.

Para a pessoa que, ao fim do dia, costuma ficar com as pernas e os pés inchados, a recomendação é a de se deitar com os pés mais altos do que o restante do corpo.

Outra dica é praticar exercícios físicos que trabalhem as pernas, caso, por exemplo, de caminhar ou de pedalar bicicleta.

No caso de a pessoa precisar trabalhar por muito tempo na mesma posição, (sentada ou em pé), a recomendação é fazer pausas para se movimentar e estimular a circulação corporal.

 

Evitar alimentos prejudiciais

 

Fundamental quando se trata de dieta saudável é evitar alimentos ricos em sódio, em açúcar, em conservantes e embutidos. São exemplos, os refrigerantes e fast foods.

O correto é incluir legumes, verduras, leguminosas e oleaginosas na alimentação. Melancia, melão e abacaxi são tipos de frutas com nutrientes com alto poder diurético, ajudando a eliminar toxinas.

De semelhante forma, também é importante consumir alimentos probióticos, caso dos iogurtes, por exemplo, que tornam a flora intestinal mais saudável, além, ainda, de ajudarem a melhor absorver os nutrientes, contribuindo para a redução do incômodo inchaço.

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Manter-se hidratado sempre

 

Fundamental é não deixar de beber água (mesmo nos dias frios) porque a desidratação é uma das principais causas da retenção de líquido.

Quanto maior o volume de água ingerido, maior será o número de toxinas que o corpo vai eliminar, favorecendo, com isto, a diminuição do inchaço.

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Obesidade, epidemia mundial

 

Outro problema bastante comum no verão é a obesidade.

A doença contribui para o aumento do risco cardiovascular e diabetes. Felizmente, alimentação equilibrada e variada acompanhada da prática de atividades físicas regulares ajuda a controlar o problema.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a obesidade como epidemia porque ela não só afeta a longevidade, mas, também a qualidade de vida das pessoas.

 

Causas da obesidade

 

Na maioria dos casos, a obesidade resulta da interação entre fatores genéticos, ambientais, emocionais e hábitos de vida. Entre os fatores mais comuns, estão:

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  • Elevada ingestão de alimentos/calorias

Caloria é o valor energético de cada alimento, ou seja, o tanto de energia que o alimento fornece ao corpo. Em outras palavras isto quer dizer que quanto mais calórico for o alimento, mais esforço o organismo precisa fazer para “gastá-lo”, ou seja, a ingestão de calorias deve ser proporcional ao gasto calórico. A energia não utilizada pelo corpo, portanto, acaba se transformando em reserva de gordura.

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  • Sedentarismo

A não-prática de exercícios físicos é uma das principais causas da obesidade, que gera outras doenças graves, caso, por exemplo, da diabetes e da hipertensão. A prática regular de exercícios físicos, desta forma, é importante para quem precisa manter ou perder peso. Detalhe importante é o fato de que tanto a perda quanto o ganho de peso precisam ser acompanhados por profissional.

 

  • Fator genético

Bastante acentuada é a relação entre os fatores genéticos e a obesidade. Estudos mostram que quando um dos pais é obeso, a possibilidade dos filhos serem obesos é de 50%. Quando, todavia, ambos os pais apresentam obesidade ou sobrepeso, o percentual dos filhos se tornarem sobe para 80%.

 

  • Problemas hormonais

Hormônios controlam desde a vontade de comer e a sensação de saciedade até outras funções mais complexas do metabolismo. Quaisquer alterações nas glândulas suprarrenais e na tireoide, além do hipotálamo, portanto, precisam ser investigadas e tratadas.

 

Condição para outras doenças

 

Paralelamente ao fato de ser considerada doença, a obesidade representa grave risco para o desenvolvimento de outras patologias. São resultados deste perigo, a diabetes tipo 2, a hipertensão arterial, neoplasias, a síndrome de apneia obstrutiva do sono, patologia osteoarticular degenerativa e, ainda, a dislipidemia.

 

Associações inadequadas

 

Resultando, especialmente, de hábitos de vida sedentários e de alimentação rica em açúcar e em gordura, a obesidade é doença de fisiopatologia complexa e de difícil tratamento.

Reduzir o montante de calorias que são ingeridas, em muitas situações, muitas vezes não é o suficiente. A adoção de alguns cuidados, por esta razão, caso da prática de exercício físico, é necessária para reduzir os riscos.

Seguir conjunto de regras ajuda a controlar e a evitar o problema. Acompanhe!

 

  • Obedecer à dieta equilibrada e variada

Consumir somente as porções recomendadas, isto é, não comer mais do que o recomendado, dando preferência a legumes, a cereais integrais, a peixes de escama e a frutas.

 

  • Evitar alimentos processados

Não comer alimentos com açúcar e com gorduras saturadas.

 

  • Reduzir ou eliminar o consumo de carnes vermelhas.
  • Abandonar o consumo de manteiga e os lacticínios com alto teor de gordura.

 

  • Conhecer os alimentos que come

Saber, portanto, o valor nutricional de cada alimento e o tipo de nutriente que fornece ao organismo ajuda a fazer melhores escolhas.

 

  • Não ficar mais de três horas sem comer

Fazer refeição a cada três horas é, pois, importante para ajudar a manter o organismo saciado, além, ainda, para auxiliar a estabilizar o açúcar no sangue e a insulina. Atenção, contudo, para detalhe importante: as porções de alimentos precisam ser pequenas já que o recomendado é comer pouco e mais vezes ao dia, sempre levando em conta o fato de que não se deve ultrapassar o nível do aporte calórico recomendado ao corpo.

 

  • Praticar atividade física regular

A verdade é a de que basta escolher atividade que dá prazer. O importante é se mexer com regularidade.

 https://prosaudelojas.com.br/importancia-dos-exercicios-no-processo-de-emagrecimento/

  • Fugir de dieta “relâmpago”

Buscar orientação de especialista é a principal recomendação, porque, às vezes, emagrecer pode até ser fácil, mas, o difícil mesmo é manter o peso dentro dos valores recomendados.

 

https://www.atlasdasaude.pt/publico/content/obesidade-como-prevenir]

 

Dicas de alimentação para prevenir a obesidade

 

Adotar alimentação adequada e saudável é a melhor forma de prevenir o sobrepeso e a obesidade.

O mesmo acontece com o fato de evitar ambientes desfavoráveis e dar atenção aos rótulos dos alimentos, medidas que ajudam muito a prevenção da obesidade.

No Brasil, o aumento expressivo do sobrepeso e da obesidade acontece em todas as faixas etárias, já que o excesso de peso atinge um em cada dois adultos e uma em cada três crianças.

O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, com composição nutricional desbalanceada e rica em gorduras, açúcares e sódio e a baixa (ou nenhuma) atividade física, são causas do problema.

Obesidade e desenvolvimento do câncer

 

Especialistas observam que a obesidade é doença crônica que tem origem multifatorial e é de difícil manejo, estando associada a fatores genéticos, ambientais e comportamentais.

A obesidade decorre, na maioria dos casos, do desbalanceamento energético, quando o indivíduo consome mais energia do que gasta e resulta em ganho de peso. Influencia, igualmente, o ambiente obesogênico, que favorece comportamentos relacionados à ingestão de alimentos densamente calóricos e sedentarismo. Não se pode esquecer que a alimentação vai além das escolhas individuais, porque é influenciada pelo ambiente no qual o indivíduo está inserido.

Alimentos que ajudam a prevenir a obesidade

 

Dicas para facilitar a adoção de escolhas alimentares mais saudáveis com a finalidade de prevenir a obesidade:

 

  • Preferir alimentos in natura ou minimamente processados e de origem vegetal.
  • Optar por alimentos obtidos diretamente de plantas ou de animais. A recomendação, ainda, contempla os alimentos que não foram submetidos a processos que envolvam agregação de sal, de açúcar, de óleos, de gorduras ou de outras substâncias ao alimento original. São exemplos, as frutas, as verduras, os legumes, o leite, o iogurte natural, os feijões, os cereais, as raízes, os tubérculos, os ovos, as farinhas integrais, o macarrão, as castanhas, as frutas secas, os sucos integrais, o chá e a água potável.

 

  • Controlar o consumo de alimentos de origem animal

Alimentos de origem animal são boas fontes de proteínas e da maioria das vitaminas, porém, não contêm fibras, podendo adicionar elevada quantidade de calorias por grama, além, ainda, de terem teor excessivo de gorduras não-saudáveis (gorduras saturadas). Por este motivo, adquire grande importância o controle do consumo de carnes (bovina, frango e, inclusive, de peixe), sobretudo por cardiopatas e pessoas com fatores de risco cardiovascular, já que são alimentos que contêm maior quantidade de gordura saturada, sal e colesterol, elementos prejudiciais ao coração.

 

  • Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades

Costumeiramente empregados para cozinhar e temperar alimentos in natura ou minimamente processados, os condimentos deixam os alimentos mais agradáveis ao paladar. Estão, nesta relação, portanto, produtos como óleos (de soja, de milho, girassol, algodão ou de oliva), gordura de coco, açúcar (mascavo ou demerara) e sal que precisam ser utilizados em pequenas quantias, pois, além de favorecerem o ganho de peso, eles, ainda, aumentam o risco de doenças do coração (sódio e gorduras), de cáries e diabetes (açúcar).

 

  • Comprar mais em feiras livres ou diretamente de produtores

Sempre que possível, fazer as compras em locais nos quais são comercializados preferencialmente alimentos in natura ou pouco processados, incluindo orgânicos e de base agroecológica. Para fazer as compras em supermercado, dica é levar lista de alimentos para evitar comprar mais do que o necessário, especialmente produtos ultraprocessados em promoção.

 

  • Desenvolver habilidades culinárias

O ato de se bem alimentar exige cozinhar alimentos in natura ou pouco processados. Razão pela qual, portanto, é importante desenvolver habilidades culinárias. No caso de haver falta de tempo, por exemplo, a dica é cozinhar alimentos que demandam mais tempo (caso do feijão, por exemplo) num único dia, congelá-los e utilizá-los durante a semana. O macarrão, por exemplo, pode ser preparado com molho de tomate natural. Já sopas, omeletes ou arroz podem ser preparados com legumes refogados. Ademais, são excelentes opções para os dias em que o tempo para prepará-los é reduzido.

 

  • Fugir de ambientes desfavoráveis

Existem comportamentos capazes de fazer a pessoa se alimentar de forma inadequada e exagerada. Comer em frente à televisão, ao celular ou ao computador, sem atenção e de maneira rápida, facilitam o ganho de peso. Comer com regularidade e atenção em local limpo, confortável e tranquilo, (de preferência na companhia de familiares, amigos ou colegas de trabalho) ajuda bastante, uma vez que compartilhar refeições e comer sem pressa amplia o prazer proporcionado pelo ato de se alimentar.

 

  • Cuidar com publicidade sobre alimentos

Muitas vezes, anúncios que são feitos sobre alimentos ultraprocessados veiculam informações incorretas ou incompletas sobre eles. Por isto, não raras vezes, a propaganda acaba prejudicando a escolha de alimentares mais saudáveis. Neste caso, há a necessidade de ir além das informações constantes na embalagem, verificando, de forma atenciosa, a relação dos ingredientes. O alimento classificado como ultraprocessado deve, portanto, ser evitado, especialmente quando os ingredientes são formulações industriais.

 

Doenças associadas à obesidade

 

A obesidade e o sobrepeso têm o poder de gerarem ou de agravarem doenças, caso, por exemplo, da apneia, da infertilidade e de problemas de coagulação, além de outras mais graves que, inclusive, podem causar morte.

 

  • Hipertensão arterial

Principal causa de morte em todo o mundo, a hipertensão arterial causa 17,3 milhões de mortes por ano. O Brasil é o sexto país com maior número de mortes por hipertensão. Segundo a OMS, 30% dos brasileiros sofrem hipertensão arterial. Atenção, muita atenção, portanto, com a doença.

  • Diabetes

Considerada epidemia mundial, atinge a mais de 246 milhões de pessoas adultas. Em nosso país, são mais de 10 milhões de pessoas que sofrem com ela.

  • Problemas articulares

Por sofrer sobrecarga de peso, a estrutura óssea de pessoas obesas é mais propensa a apresentar dores crônicas, hérnia de disco e desgastes nas articulações, especialmente dos membros inferiores.

  • Câncer

Bibliografia especializada relaciona a obesidade com o aumento do risco de tumores malignos de mama, endométrio, vesícula, próstata e intestino grosso.

  • Esteatose hepática e cirrose hepática

A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) informa que 80% dos pacientes com sobrepeso apresentam doença no fígado.

Prevenção é fundamental

 

Alguns aspectos são importantes e precisam ser considerados quando se trata da questão do sobrepeso.  Acompanhe!

  • Ter conhecimento dos fatores geradores, bem como estar sempre atento aos primeiros sinais de distúrbios alimentares são questões de suma importância para prevenir a obesidade.

 

  • Criar hábitos alimentares saudáveis e praticar exercícios físicos regularmente, educar e estimular, (especialmente as crianças) para que optem por alimentos saudáveis, menos processados e pobres em gordura e açúcar, é modo de evitar o sobrepeso e a obesidade.

 Tratamentos para a obesidade

  • Tratamento clínico

É, na grande maioria das vezes, o mais indicado. Precisa, contudo, ser feito de modo conjunto e integrado por médicos, nutricionistas, psicólogos e educadores esportivos.

 

  • Balão intragástrico

Um dos tratamentos auxiliares contra a obesidade é o balão intragástrico que é indicado para pessoas com IMC superior a 27.  O balão é colocado no estômago por meio de procedimento endoscópico e funciona diminuindo o espaço da cavidade gástrica, aumentando a saciedade e diminuindo a fome.

 

https://gastrica.com.br/obesidade-saiba-como-se-prevenir-e-tratar/

 

Celulite

 

Comum às mulheres, a celulite (nome popular da lipodistrofia ginoide), nada mais é do que o depósito de gordura sob a pele.

Ela se caracteriza pelo aspecto ondulado da epiderme, tipo “casca de laranja”, em algumas áreas do corpo. Afeta cerca de 95% das mulheres após a puberdade, de todas as etnias, embora seja mais comum entre as de pele branca.

Raramente é observada em homens, mas pode ocorrer quando houver algum desequilíbrio hormonal.

Não considerada doença, a celulite, contudo, é preocupação estética importante para muitas mulheres.

A celulite tende a ocorrer nas áreas onde a gordura está sob a influência do estrógeno (hormônio feminino), caso dos quadris, das coxas e das nádegas; mas, também pode ocorrer nas mamas, na parte inferior do abdome, nos braços e na nuca

A obesidade não é, necessariamente, contudo, condição para a existência da celulite, uma vez que há, também, mulheres magras com celulite.

 

Causa não plenamente conhecida

 

Há várias suposições não comprovadas da causa da celulite, mas, os fatores predisponentes parecem ser hereditários, caso, por exemplo, do sexo, da etnia, do biotipo corporal e da distribuição de gordura.

As “covinhas” da celulite ocorrem devido à saliência da gordura hipodérmica na pele. Em mulheres, o tecido adiposo da hipoderme se deposita em feixes verticais, separados por septos fibrosos perpendiculares (pontos de ancoragem da pele à faixa muscular) à superfície da pele, formando, assim, câmaras verticais. Os septos, portanto, separam as células gordurosas em grupos e são formados por fibras que ligam a pele à musculatura localizada abaixo da hipoderme.

Entre os fatores de predisposição à celulite, podem ser citados os seguintes:

 

  • Hereditariedade: o fator genético é importante.
  • Problemas circulatórios: quando o sangue não flui bem, a drenagem das toxinas fica prejudicada deixando o líquido que fica entre as células, mais viscoso.
  • Alterações hormonais: níveis de estrogênio (hormônio feminino) elevados geram disfunções no metabolismo, criando ou aumentando a celulite. A pílula anticoncepcional pode desencadear o problema, uma vez que acrescenta dose de hormônios ao corpo.
  • Estilo de vida: a alimentação inadequada (excesso de açúcares e carboidratos), o sedentarismo, a tensão emocional e o excesso de toxinas auxiliam o surgimento da celulite.

 

Tipos de celulite

 

Através de escala de classificação é possível avaliar as características clínicas da celulite, atentando para os seguintes aspectos:

> Número e profundidade de depressões.

> Aspecto das áreas elevadas da celulite.

> Presença de lesões elevadas.

> Presença de flacidez.

Na classificação das celulites, cada um destes aspectos recebe pontuação de zero a três. A soma total dos pontos mostrará se a celulite é

  • Leve (1 a 5 pontos).
  • Moderada (6 a 10 pontos).
  • Grave (11 a 15 pontos).

De acordo com a nota de cada característica é possível determinar o tratamento a ser aplicado.

 

Sintomas da celulite

 

Vários graus determinam a intensidade da celulite. Começa pelas depressões que só aparecem quando se pinça a pele com os dedos ou os músculos se contraem e vai até o aspecto acolchoado e as nodulações normalmente visíveis.

A celulite pode causar dor estando em estágio mais avançado, já que promove a compressão de terminações nervosas, comprometendo a qualidade de vida.

Casos iniciais são assintomáticos, mas, os mais adiantados, podem incluir:

> Região mais fria.

> Endurecimento, dor e sensibilidade.

> Pele com aspecto irregular.

 

 Tratamento para a celulite

 

Há a necessidade de se ter cuidado na questão do tratamento da celulite. É preciso, portanto, avaliar bem as propostas, porque, muitas vezes, os procedimentos têm altos custos desproporcionais aos resultados.

A recomendação é a de buscar ajuda de profissional (médico) dermatologista.

Além disto, dieta balanceada e bem orientada é capaz de melhorar o aspecto da celulite pela redução da gordura. Suplementos alimentares e misturas herbais (plantas medicinais) são encontrados no mercado.

Procedimentos como a drenagem linfática, radiação infravermelha, radiofrequência, ondas de choque ou ondas acústicas e ultrassom ajudam a controlar o problema.

Importante, porém, é ressaltar que nenhum tratamento para celulite e flacidez funciona se não houver mudanças nos hábitos alimentares, bem como no modo de vida.

Atentar, portanto, é preciso para a necessidade de reduzir o consumo de açúcar e de gorduras, tomar muita água (2,5 l/dia) e praticar exercícios físicos, caso dos aeróbicos, para a redução da gordura corporal, ou de musculação, para firmar a pele.

Especialistas salientam que o tratamento da celulite é bastante difícil e precisa ser realizado com a combinação de tratamentos, demandando, ao mesmo tempo, severa adesão por parte das pessoas, que precisam colocar em prática rígida mudança de hábitos alimentares, bem como de estilo de vida.

Prevenção à celulite

 

Hábitos alimentares inadequados, sedentarismo, estresse, gravidez, medicamentos como anticoncepcionais e fumo são capazes de gerarem celulite, todavia, estudiosos consideram a celulite como condição fisiológica própria de mulheres, envolvendo fatores geralmente desconhecidos. A maneira mais adequada para se prevenir de celulite é apostar em hábitos saudáveis, caso, por exemplo:

  • Beber bastante água todos os dias para melhorar a circulação sanguínea.
  • Reduzir o consumo de sódio, que causa a retenção hídrica e produz inchaço.
  • Não consumir alimentos gordurosos e nem doces, evitando os fast-foods.
  • Parar de fumar.
  • Fazer exercícios físicos para melhorar a circulação sanguínea, reduzir a gordura corporal, bem como, diminuir as medidas físicas corporais.

 

https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/celulite/53/#:~:text=Celulite%20%C3%A9%20o%20nome%20popular,em%20algumas%20%C3%A1reas%20do%20corpo.

 

Alimentos que aumentam a celulite

 

Gorduras, açúcares e álcool precisam ter pouco (ou nenhum) espaço no cardápio

Recursos como o uso de cremes, drenagem linfática, exercícios físicos e outros recomendados para prevenir a celulite podem perder o efeito se alimentação balanceada não fizer parte da rotina.

Segundo nutricionistas, o excesso de alimentos gordurosos, com alto índice glicêmico e alto teor de sódio, provoca alterações circulatórias, hormonais, imunológicas e físicas que podem causar a celulite.

Especialistas estabeleceram lista de alimentos capazes de aumentar a incidência de “furinhos” na pele (celulite). Veja!

 

  • Doces

Reduzir o consumo de açúcar é uma das maiores recomendações a quem luta contra a balança. Não deve ser diferente, igualmente, para quem quer fugir da celulite.

O açúcar em excesso não é transformado em energia pelo organismo, mas, fica armazenado na forma de gordura. Nas mulheres, a reserva de gordura tende a ficar acumulada na pele, gerando inflamações que favorecem o aparecimento da celulite. Diante deste risco, o consumo de doces deve corresponder ao máximo de 220 kcal do dia, equivalente a 50 gramas de chocolate ao leite.

 

  • Gorduras

Alimentos ricos em gordura saturada e as frituras são os principais prejudicadores (vilões) da pele saudável. Até mesmo os alimentos ricos em gorduras boas se transformam em gordura trans, gordura saturada, compostos oxidantes e compostos pró-inflamatórios quando aquecidos a altas temperaturas. Por isto, segundo orientação de nutricionistas, a ingestão deles precisa ser evitada, já que desencadeiam processos inflamatórios na pele e provocam acúmulo de gordura localizada, causando ou agravando a celulite.

Não é preciso, porém, ser radical e cortar completamente as gorduras da alimentação, uma vez que muitas delas são benéficas à saúde. São os casos, por exemplo, de óleos vegetais, sementes, castanhas e frutas como o coco, o abacate e o açaí, já que eles possuem gorduras boas e devem fazer parte de uma alimentação saudável, contudo, precisam ser consumidos com moderação.

 

  • Bebidas com gás

Refrigerante e água com gás também podem produzir celulite, porque, de acordo com estudiosos, eles favorecem o inchaço, prejudicam a circulação sanguínea e dificultam a irrigação dos tecidos, favorecendo o aparecimento do problema de pele.

  • Cafeína

Por possuírem componente diurético que leva à desidratação do organismo quando consumido em excesso, o consumo de café e chá-mate, que contêm muita cafeína, precisa ser evitado. Acontece que em corpo desidratado, a circulação sanguínea é prejudicada, levando ao aumento da celulite.

 

  • Sódio

Produtos processados, sal de cozinha, caldos prontos e molho à base de soja devem ser usados de forma controlada. O sódio em excesso ajuda a retenção de líquido, fator que influencia a formação de celulite. O ideal é não consumir mais do que 2g de sódio por dia, equivalente a uma colher de chá de sal. É do conhecimento geral que produtos industrializados contêm elevada quantia de sódio, demandando, por isto mesmo, dobrada atenção. O consumo, portanto, de embutidos, biscoitos, pães, temperos prontos, sucos e refrigerantes precisa ser controlado. De outra forma, a ingestão de água precisa ser incentivada e ampliada, uma vez que contribui para a diminuição da retenção de líquido, auxiliando todo o organismo a funcionar melhor.

 

  • Carboidratos refinados

Pelo fato de serem metabolizados de forma mais rápida no organismo, os carboidratos refinados são transformados em açúcares, que viram gordura. Por esta razão, a dica é optar pelos carboidratos complexos (grãos e versões integrais), já que eles não só evitam a celulite, mas, ainda, ajudam a combatê-la. Sempre é preciso se lembrar que os alimentos integrais possuem nutrientes que ajudam o organismo a conter inflamações, inclusive, a celulite.

 

  • Álcool

Por prejudicar a circulação sanguínea e causar retenção de líquidos, o álcool tem que ser evitado. Ocorre que, automaticamente, ele é transformado em gordura pelo fígado, resultando no acúmulo de gordura localizada e no aparecimento de celulites.

 

https://www.minhavida.com.br/beleza/materias/14808-fuja-de-sete-alimentos-que-aumentam-a-celulite

Estrias

 

Estria é atrofia tegumentar adquirida que surge quando as fibras elásticas e colágenas (responsáveis pela firmeza da pele) se rompem e formam “cicatrizes”.

Tal como as celulites, as estrias ocorrem mais em mulheres.

 

Sintomas de estrias

 

Aparecendo, inicialmente, como lesões lineares rosadas ou da cor da pele, deprimidas ou discretamente elevadas e, na fase tardia, as estrias se tornam brancas com espessura e largura variáveis. São mais frequentes nas nádegas, nas coxas, no abdome e nas costas.

A causa da lesão é desconhecida, mas, de forma em geral, as lesões aparecem após a distensão excessiva ou abrupta da pele, que desencadeia inflamação e depois gera o rompimento das fibras elásticas e colágenas.

Elas podem ocorrer em situações como:

< Crescimento muito rápido durante a puberdade.

< Aumento excessivo dos músculos por exercícios físicos exagerados.

< Colocação de expansores sob a pele ou próteses (de mamas, por exemplo).

< Gravidez, obesidade, uso prolongado de corticosteroides tópicos, orais ou injetáveis e anorexia nervosa.

 

Tratamento de estrias

 

Representando desafio, cujos resultados nem sempre são satisfatórios, o tratamento de estrias requer cuidados constantes.

O ideal é que o tratamento seja realizado logo que elas surjam, na fase em que são rosadas.

Os tratamentos conhecidos podem ser feitos de forma isolada ou em associação, mas, sempre com acompanhamento médico:

> Emprego de cremes com ácido retinoico.

< Uso de ácido glicólico.

< Utilização de vitamina C.

> Microdermoabrasão.

< Radiofrequência.

< Microagulhamento.

< Luzes.

< Laser.

 

Resultados variáveis

 

Os resultados dos tratamentos para controlar estrias são variáveis, podendo ocorrer melhora significativa ou pouca alteração.

Prevenção às estrias

 

Cuidados importantes ajudam a evitar estrias. Eles precisam, todavia, serem adotados antes dela se instalarem permanentemente. Cuidado importante, neste quadro, é controlar o ganho de peso, evitando que a pele sofra grandes distensões. O uso de cremes hidratantes, especialmente na prevenção de estrias na gestação, é prática comum, benéfica para a manutenção da qualidade da pele, mesmo que, muitas vezes, não evite o aparecimento delas.

 

https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e problemas/estrias/6/#:~:text=Estria%20%C3%A9%20uma%20atrofia%20tegumentar,rompem%20e%20formam%20%E2%80%9Ccicatrizes%E2%80%9D.

Celulites e estrias podem ser evitadas com boa alimentação

 

Celulites e estrias incomodam mais as mulheres (homens, em casos raros) porque surgem em locais expostos, como coxas, nádegas, abdome e braços.

Tanto as celulites quanto as estrias aparecem logo após a gordura localizada na lista das principais preocupações estéticas femininas.

As celulites causam ondulações que deixam aspecto de pele com furos, enquanto que as estriais se apresentam sob a forma de riscos brancos ou avermelhados parecidos com cicatrizes.

Rompimento de fibras

 

As estrias aparecem quando ocorre o rompimento das fibras de colágeno que são as responsáveis pela firmeza e pela elasticidade da pele. Ao se romperem, portanto, acabam formando cicatrizes. Por isto, na fase de crescimento, por ocasião da gravidez ou quando a pessoa engorda e emagrece diversas vezes (efeito sanfona), a pele sofre estiramento rápido e não consegue se adaptar à nova forma, provocando a ruptura de fibras.

 

Alteração do tecido gorduroso da pele

 

As celulites, por sua vez, aparecem quando ocorre alteração no tecido gorduroso da pele, fato causado por toxinas não-drenadas corretamente pelo corpo e, por isto se acumulam na corrente sanguínea.

As referidas toxinas, provenientes de alimentos gordurosos, somadas a problemas circulatórios, fazem com que o sangue fique viscoso e não circule adequadamente, comprimindo células nervosas e afetando o tecido subcutâneo. Isto faz com que o organismo entenda que está ocorrendo processo inflamatório e responde produzindo colágeno para tentar conter a suposta inflamação. O problema acontece porque o excesso de colágeno, aliado à falta de circulação e ao sangue viscoso, acaba criando nódulos, gerando as ondulações. Alterações hormonais e estresse também deflagram o aparecimento do problema.

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