Alimentação errada causa obesidade infantil, doenças e morte

 

Outubro é, por certo, um dos meses mais aguardados pelas crianças. Isto, se não for o mais esperado.

Por quê?

A resposta é fácil e simples: em outubro, mais precisamente no dia 12, é comemorado o Dia das Crianças. Dia de festa! Há que considerar, todavia, que alimentos inadequados geram gordura e excesso de peso, questão fica mais crítica quando se trata de obesidade infantil, já que, não raras vezes, resulta em doenças e. até mesmo, em morte.

Os pais possuem tarefa importante na organização da festa, mas, têm, ao mesmo, importante responsabilidade, principalmente, no que tange à montagem do cardápio pensando no que as crianças gostam, e, aí, entram doces, snacks e bebidas nada recomendáveis para a boa saúde das crianças.

Preparar cardápio colorido para atrair os olhares das crianças, usando alimentos saudáveis como frutas e legumes, é questão primordial à boa saúde infantil.

Servir sucos, milkshakes, donuts, cupcakes, pipocas, saladas de frutas e sanduíches naturais é a recomendação, mas, até que ponto estes alimentos são do agrado das crianças, sabendo que muitas delas gostam de doces como balas, pirulitos, picolés, sorvetes, bolo, brigadeiros, chocolate, pastéis, rissoles, empanados, cachorro-quente, além de outras comidinhas impróprias e não recomendadas para a alimentação saudável.

 

Problema complexo

 

A obesidade (gordura em excesso) é problema crônico mais prevalente do planeta. Atinge pessoas de todas as faixas etárias, de crianças a idosos, no mundo todo e, portanto, precisa ser controlada.

O problema se torna mais grave quando se trata de obesidade infantil, já que, nesta situação, requer rígido controle e, muitas vezes, inclusive, de acompanhamento profissional nutricionista.

 

Causas da obesidade infantil

 

Diversos fatores podem causar obesidade infantil. Entre os mais comuns estão fatores genéticos, má alimentação, sedentarismo, ou, até a combinação destes fatores.

De semelhante modo, a obesidade em crianças também pode ser decorrente de alguma condição médica, caso, por exemplo,  de doenças hormonais ou de uso de medicamentos à base de corticoides.

 

Problema nacional

 

Dados do Ministério da Saúde sinalizam que 15,9% das crianças menores de cinco anos e 29,3% das crianças de cinco a nove anos estão com excesso de peso.

Notificações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional revelam que 16,33% das crianças brasileiras entre cinco e 10 anos estão com sobrepeso; 9,38% com obesidade e, 5,22% com obesidade grave.

 

Padrões mundiais

 

Os índices de sobrepeso e de obesidade encontrados no Brasil refletem os padrões mundiais, segundo informações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde.

 

Recomendações

 

A obesidade gera malefícios que afetam a saúde e a vida de pessoas, inclusive, de crianças.Precisa, por isto mesmo, de muita atenção.

Uma das soluções mais viáveis para evitar o problema é cuidar da alimentação, adotando cardápio saudável.

 

Crescimento mundial

 

Nos últimos 40 anos, a obesidade infantojuvenil no mundo aumentou de 1% para 6% em meninas e de 1% para 8% em meninos.

Detalhe importante é o fato de que a grande maioria (cerca de 70%) dos adolescentes com obesidade manterá a condição na vida adulta.

 

Principais causas da obesidade

 

O consumo excessivo de açúcar, de gorduras saturadas, de processados e ultraprocessados, a propaganda de alimentos não-saudáveis direcionadas ao público infantojuvenil e a inatividade física são, portanto, alguns dos principais fatores que preocupam quanto ao aumento da obesidade.

 

Obesidade x desnutrição

 

De acordo com projeção da Organização Pan Americana de Saúde, se persistirem as tendências atuais, até 2022 haverá mais crianças e adolescentes com obesidade do que com desnutrição moderada e grave.

 

Excesso de gordura corporal

 

Na definição do Ministério da Saúde, a obesidade é doença crônica não-transmissível caracterizada pelo excesso de gordura corporal que causa prejuízos à saúde do indivíduo, demandando, portanto, de ações severas visando ao controle.

 

Forma de cálculo

 

A forma mais comum de diagnóstico da obesidade é pelo cálculo do índice de massa corporal (IMC), que relaciona o peso e altura.

Para as crianças é necessário comparar o IMC obtido com as curvas de crescimento padrão da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Problema de saúde pública

 

A obesidade, em qualquer faixa de idade, inclusive, a infantil, vem sendo considerada um problema de saúde pública.

Isto ocorre porque ela pode desencadear alterações no sono, problemas educacionais, amadurecimento precoce, problemas de pele, psicológicos, e complicações endócrinas e respiratórias.

Ademais, a obesidade representa fator de risco para o desenvolvimento precoce de outras doenças como diabetes, doenças cardiovasculares e/ou respiratórias.

 

Riscos da obesidade infantil

 

A obesidade infantil aumenta o risco de série de condições adversas à saúde porque coloca em risco a vida da criança.

Colesterol alto, hipertensão, doença cardíaca precoce, diabetes tipo 2, problemas ósseos, síndrome metabólica, distúrbios do sono, esteatose hepática (aumento de gordura no fígado), puberdade precoce e depressão são, desta forma, doenças que precisam ser evitadas.

 

Outros riscos

 

Asma e outras doenças respiratórias, condições de pele como brotoeja, infecções fúngicas e acne, baixa autoestima e problemas de comportamento, igualmente, portanto, carecem de todos os cuidados.

 

Distúrbio nutricional

 

A obesidade é um dos distúrbios nutricionais mais prevalentes entre crianças e adolescentes, em todos os países.

Por isto, exige a adoção de medidas capazes de combatê-la, antes que o problema se acentue e adquira dimensões incontroláveis.

 

Origem multifatorial

 

A obesidade tem origem multifatorial e resulta da associação de fatores genéticos e ambientais, como hábitos alimentares inadequados e estilo de vida sedentário.

O fácil acesso a alimentos industrializados contribui sobremaneira para o agravamento da situação, que cresce e que preocupa cada vez mais, pais, pessoas e autoridades sanitárias mundo afora.

 

Controle precoce

 

Crianças obesas (adolescentes, também) precisam ser identificadas para terem o problema do excesso de gordura controlado precocemente.

A piora do grau do excesso de peso e o aparecimento das comorbidades acontecem com o passar dos anos e o agravamento do quadro, exigindo, pois, medidas adequadas ao controle.

O crescimento significativo da obesidade, a gravidade dela, as dificuldades para o controle e o alto custo para a sociedade fazem com o que o distúrbio nutricional se transforme em problema de saúde cada vez mais relevante.

 

https://saude.abril.com.br/blog/experts-na-infancia/obesidade-infantil-onde-estamos-e-para-onde-vamos/

 

Desafio a pais e gestores públicos

 

Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) uma em cada três crianças está acima do peso no Brasil.

Endocrinologista associa obesidade na infância à mudança dos hábitos alimentares e à diminuição da atividade física

 

Garantia dos direitos fundamentais da criança

 

O Dia das Crianças (12 de outubro) representa mais do que simples data comemorativa marcada por presentes, brincadeiras, comida e bebida e manifestações de afeto. Instituído no Brasil por meio de um decreto federal assinado em 1924, O Dia das Crianças é, acima de tudo, momento para conscientizar as pessoas a respeito das garantias dos direitos

fundamentais das crianças, entre os quais o direito à saúde.

Risco para o futuro das crianças

 

A obesidade infantil é um dos principais aspectos que põem em risco o futuro das crianças. Por isto mesmo, representa um dos mais urgentes desafios a serem enfrentados pelo poder público e pela sociedade em geral.

 

Os dados sobre obesidade infantil são tão alarmantes que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2025 o número de crianças obesas no planeta chegue a 75 milhões.

 

Tema de eventos

 

A alta incidência da obesidade infantil vem motivando a realização de eventos sobre alimentação saudável e a necessidade de fugir do sedentarismo.

Ocorre que as pessoas (inclusive crianças) consomem cada vez mais alimentação industrializada, com excesso de açúcar e de sódio.

 

Tempo em frente ao computador ou celular

 

O tempo das crianças em frente ao computador ou usando celular tem aumentado de forma significativa, tomando o espaço de tempo antes reservado às brincadeiras associadas à atividade física.

 

Fatores de risco

 

Médicos endocrinologistas informam que os índices de obesidade infantil têm crescido, sobretudo, em países em desenvolvimento e que enfrentam dificuldades econômicas, entre os quais está o Brasil.

Segundo os estudiosos, vários fatores contribuem para o crescimento da obesidade, em especial nas crianças. Um destes fatores é a mudança de hábitos alimentares nas últimas décadas. Anteriormente, a população infantil tinha acesso à alimentação mais caseira, mais saudável. Hoje, acontece o consumo acentuado da comida industrializada.

Os lanches fornecidos às crianças, por exemplo, deixaram de ser preparados em casa. Eles foram substituídos por lanches industrializados, como barrinhas de cereais, bolachas recheadas, chocolates e salgadinhos, maioria ricos em sódio, conservantes e açúcar.

 

Perda de bons hábitos

 

Na prática, muitas famílias perderam o hábito de comer juntas as três principais refeições do dia. Associada a esta questão, ocorreram a popularização dos fast food e a grande avalanche de propagandas a respeito deste tipo de alimentação.

Em conjunto com a mudança dos hábitos alimentares, aconteceu a substituição das brincadeiras de criança pela atividade física programada.

As novas gerações de meninos e meninas deixaram de participar de brincadeiras como jogar bola na rua, pique, queimada, pular corda e andar de bicicleta. Atualmente, a maioria pratica exercícios físicos em horários programados, em alguns dias da semana, na escolinha de futebol, na natação, no vôlei e nas aulas de balé. O restante do tempo é gasto com o uso de celulares e computadores.

É evidente que a mudança de hábitos levou à diminuição das atividades físicas espontâneas.

 

Risco para outras doenças

 

Criança ou adolescente obeso tem tudo para se tornar adulto obeso.

Pior do que são os aspectos negativos do ponto de vista social, entre os quais está o bullying, a obesidade representa sério fator de risco para doenças graves, caso, por exemplo, colesterol alto, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares.

Normalmente, a criança obesa, que depois vira adulto obeso, corre o risco de ter vida mais curta.

 

Desafio conjunto

 

Fundamental é a necessidade da união de esforços de famílias, médicos, educadores e representantes do poder público para controlar a obesidade, especialmente a infantil.

 

Fatores genéticos

 

Além de fatores genéticos, responsáveis por 70% das causas da obesidade, o estilo de vida da criança, resumido, muitas vezes, às telas de smartphones, de videogames ou TV, somados à baixa qualidade nutricional dos alimentos e à falta de exercícios físicos, contribuem para que a obesidade infantil atinja patamares assustadores.

Segundo dados divulgados pela Organização Internacional World Obesity, atualmente cerca de 158 milhões de crianças e adolescentes entre cinco e 19 anos convivem com o excesso de peso.

O pior de tudo é que este número deve aumentar para 254 milhões em poucos anos.

 

Alimentação saudável

 

Permanentes cuidados para oferecer alimentação balanceada, rica em legumes e vegetais, bem como evitar a ingestão de fast-food, frituras, doces e bebidas calóricas, são, pois, aspectos imprescindíveis para evitar a obesidade infantil.

 

Consequências futuras

 

A obesidade infantil acontece quando uma criança está com peso maior do que o recomendado para sua idade e altura, portanto, os quilos a mais podem ter consequências para as crianças até a idade adulta.

Doenças como diabetes, hipertensão e colesterol alto são consequências da obesidade infantil não tratada. Atenção, pois, para estes riscos.

A situação também pode levar à baixa autoestima e, até mesmo, depressão nas crianças.

 

Fatores mais comuns

 

Diversos fatores,entretanto, podem causar obesidade infantil. Entre as mais comuns, estão os genéticos, a má alimentação, o sedentarismo ou a combinação dos três.

A obesidade em crianças também pode, portanto, decorrer de eventual condição médica, caso, por exemplo, de doenças hormonais ou do uso de medicamentos à base de corticoides.

Questão bastante clara é o fato de que a obesidade infantil também pode ter ligação direta com os hábitos alimentares, bem como a falta da realização de atividades físicas.

 

Aspectos determinantes

 

Dieta desequilibrada, rica em fast foods, alimentos industrializados e congelados, refrigerantes, doces e frituras são aspectos importantes a serem observados porque são prejudiciais à saúde.

Sedentarismo, (atividade física ajuda a queimar calorias). Histórico familiar de obesidade, influência genética, aliada aos maus hábitos alimentares ensinados pelos pais são questões determinantes para a ocorrência da obesidade. Precisam, por tanto, serem levados em conta.

Questões psicológicas

 

O mesmo acontece com fatores psicológicos, como estresse ou tédio, pois, podem fazer com que as crianças comam mais do que o normal necessário à boa saúde.

Ajuda de profissionais

 

Fazer consultas regulares com profissionais de Saúde sempre é importante para a história individual da criança, especialmente, porque  concerne ao crescimento e desenvolvimento.

Vários são os especialistas que podem diagnosticar e tratar obesidade infantil. São os casos de pediatra, endocrinologista, nutrólogo e nutricionista, por exemplo.

 

Indagações importantes

 

O profissional de Saúde certamente fará série de perguntas para descobrir as razões da obesidade. Entre outras, fará indagações como:

> O que seu filho(a) come no dia a dia?

> A criança pratica atividades físicas? Com que frequência?

> Quais fatores você acredita que afetam o peso do seu filho(a)?

> Quais dietas ou tratamentos já foram realizados para reduzir o peso?

> Tem familiares com problemas de peso?

> Está pronto(a) para fazer mudanças no estilo de vida da família para ajudar a criança a perder peso?

> O que está impedindo o emagrecimento da criança?

> A criança, ou a família, come enquanto assiste a TV ou usa computador?

 

Apresentação de dúvidas

 

Importante, portanto, se torna levar dúvidas para a consulta Fazendo isto, se obtém respostas relevantes.

No caso de obesidade infantil, por exemplo, algumas perguntas básicas são:

< Que outros problemas de saúde meu filho(a) pode ter?

< Quais são as opções de tratamento?

< Existem medicamentos que podem ajudar a controlar a obesidade e outras condições de saúde?

< Quanto tempo vai durar o tratamento?

< O que posso fazer para ajudar meu filho(a) a perder peso?

< Há material impresso que possa levar para casa?

< Quais sites recomenda visitar?

 

Sem hesitação

 

Não se deve ter medo ou hesitar, portanto, em fazer perguntas, inclusive outras, caso elas ocorram no momento da consulta.

Avaliação de outros tópicos

 

O profissional de Saúde também pode avaliar outros aspectos para determinar se o peso da criança está afetando a saúde. Confira:

> História familiar de obesidade e problemas de saúde relacionados com o peso, como diabetes.

> Hábitos alimentares da criança.

> Nível de atividade física feita pela criança.

> Demais condições de saúde da criança.

Exames

O médico ou médica pode solicitar exames de sangue para detectar causas da obesidade, caso, por exemplo:

< Colesterol total e frações

< Glicemia de jejum

< Exames de sangue para verificar desequilíbrios hormonais

 

Tratamento e cuidados

 

O tratamento da obesidade é complexo e envolve várias especialidades da Saúde. Não existe nenhum tratamento farmacológico, mesmo em longo prazo, que não exija mudança de estilo de vida, sobretudo, alimentação e a prática de exercícios físicos.

 

Opções de tratamento

 

Várias são, pois, as opções existentes para o tratamento da obesidade infantil e do sobrepeso. Quanto maior o grau de excesso de peso, maior a gravidade da doença.

Para crianças e adolescentes que estão acima do peso recomendado ou com obesidade leve, sem risco de desenvolver outras doenças, pode ser recomendada apenas a manutenção. Isto, porque o crescimento da criança pode fazer com que ela entre em faixa de IMC saudável, sem necessariamente precisar emagrecer.

Tratamento da obesidade infantil

Para crianças com obesidade instalada e risco de desenvolver outras doenças, a perda de peso é imprescindível já que representará melhor qualidade de vida.

O emagrecimento deve ser lento e constante. Os métodos são os mesmos adotados para adultos, ou seja, comer dieta saudável e praticar exercícios.

O sucesso depende, pois, em grande de se fazer estas mudanças.

 

Compromisso dos pais

 

São os pais que compram a comida, cozinham os alimentos e decidem sobre o alimento a ser ingerido.

Pequenas mudanças podem fazer grande diferença na saúde da criança. Acompanhe!

  • Investir em frutas, legumes e vegetais.
  • Preferir alimentos integrais aos refinados.
  • Evitar alimentos como biscoitos, bolachas e refeições prontas porque elas são ricas em açúcar, sódio e gorduras.
  • Evitar o consumo de bebidas adoçadas, incluindo os sucos industrializados, já que são bebidas muito calóricas, praticamente não oferecendo nenhum nutriente.
  • Reduzir o número de vezes que a família vai comer fora de casa, especialmente em restaurantes de fast-food. Ali, muitas das opções são ricas em gordura e calorias.
  • Servir porções adequadas, lembrando que as crianças precisam comer bem menos do que os adultos.

 

Prática de atividades físicas

 

Os exercícios físicos são importantes para as pessoas de todas as faixas etárias porque além de queimarem calorias, ajudam a fortalecer os ossos e os músculos, melhorando o humor e o sono.

Outro fator importante é que o incentivo à atividade física na infância pode fazer com que a criança mantenha este hábito no futuro, evitando a obesidade ao longo da vida.

Crianças devem fazer, pelo menos, um tipo de atividade física todos os dias, seja ela programada (academia, esportes ou aulas de dança) ou não-programada (brincadeiras, pega-pega, esconde-esconde ou usar os brinquedos de um parque).

Medicamentos para casos graves

 

Para casos graves de obesidade infantil associados a outros quadros doentios podem ser prescritos medicamentos.

O tratamento farmacológico, entretanto, não é frequentemente recomendado para e crianças e adolescentes, a não ser que exista doença que necessite de tratamento com remédios, caso, por exemplo, de distúrbios da tireoide ou colesterol alto.

Necessidade de hábitos saudáveis

 

Mesmo assim, os medicamentos não substituem a adoção de hábitos saudáveis, caso de dieta adequada e a prática de exercícios.

Cirurgia bariátrica

 

A cirurgia bariátrica pode ser opção segura e eficaz para quem é severamente obeso e que não conseguiu perder peso através de métodos convencionais.

Não se pode esquecer que, como em qualquer tipo de cirurgia, há o risco de complicações.

Além disto, os efeitos em longo prazo da cirurgia de perda de peso no crescimento e no desenvolvimento futuro da criança ou do adolescente são, em grande parte, desconhecidos.

Mesmo assim, a cirurgia não é a resposta simples e fácil para a perda de peso. Ela não garante que a criança vai perder o excesso de peso, nem mesmo que o peso será mantido depois. Também não substitui a necessidade de seguir dieta saudável e um programa regular de atividade física.

Boas estratégias

 

Há a possibilidade de se adotar estratégias para fazer a criança comer melhor e praticar mais atividades físicas. Acompanhe!

  • Se a criança se recusa a comer, seja firme: é importante que os pais fiquem firmes com a criança e lhe mostrem os motivos pelos quais ela deve comer o que eles estão indicando.
  • Os pais não devem ameaçar ou forçar a comer: precisam explicar que o momento é da comida, oferecê-la à criança e, caso não aceite, deixar a comida guardada para dá-la quando a criança estiver com fome outra vez.
  • Crianças precisam provar várias vezes um alimento antes de dizer que não gostam dele: o ideal é fazer isto desde cedo (pouca idade), evitando comidas e bebidas mais palatáveis, caso dos refinados ou açucarados artificialmente. Se os pais só comem ou só oferecem aos filhos os sabores salgado e doce, o azedo e o amargo ficam discriminados e a criança se condiciona a não gostar deles.
  • Deixar os alimentos atraentes: de nada adianta oferecer alimentos saudáveis se eles não parecerem apetitosos. É possível servir alimentos mais saudáveis com apresentação mais agradável.
  • Se a criança fizer birra: a questão da birra vai além da alimentação. Por isto, o ideal é que desde cedo os pais mostrem que eles dão a palavra final nas decisões e que com a birra a criança não vai conseguir o que quer. Solução é deixar a criança sozinha no momento da birra e só conversar com ela só depois que ela parar.
  • Evitar barganhar: muitas vezes, barganhar é atitude eficiente, mas nem sempre é a melhor forma de educar uma criança. Ao negociar o consumo de vegetais no almoço por uma bela sobremesa, por exemplo, não se está ensinando o principal, ou seja, a necessidade de saúde na refeição.

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Novas modalidades de atividade física

 

 É comum crianças não gostarem de praticar atividades físicas por terem como única referência as aulas na escola ou a academia de musculação, que podem ser consideradas entediantes.

Por isto, modo interessante de descobrir novas atividades é levá-lo a clubes ou academias que ofereçam aulas variadas.

Atividades em grupo e ao ar livre são altamente motivacionais.

Dar o exemplo

 

Não basta insistir para que o filho ou a filha saia da frente computador enquanto os pais mesmos não praticam nenhuma atividade física.

Os filhos têm os pais como referência e podem usar o sedentarismo deles como desculpa para também não praticarem exercícios.

Observar os próprios costumes é importante para dar um bom exemplo aos filhos, levando-os a encararem a atividade física como algo benéfico.

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Não forçar a barra

 

Pais ativos representam grande influência para a prática de atividades físicas por parte dos filhos.

Algumas pessoas exigem demais que os filhos pratiquem exercícios, mas eles, na realidade não praticam nenhum tipo de atividade física.

O ideal é deixar que a criança escolha a modalidade pelos benefícios à saúde e pela diversão.

Vergonha

 

Drama vivido por crianças e adolescentes é a vergonha do próprio corpo, por ser fase de desenvolvimento e mudanças. Muitas vezes isto pode fazer com que rejeitem qualquer tipo de atividade física que exija roupas diferentes ou os coloquem em situações constrangedoras.

Em situações destas, a melhor forma de ajudar é conversar com a criança. Escutar o que ela tem a dizer e entendê-lo pode ajudar a identificar e a eliminar as causas do problema.

É importante também não forçar a praticar qualquer tipo de atividade com a qual não se sinta à vontade.

 

Bullying

 

Questão importante também é o bullying. Precisa ser observado e identificado por pais ou educadores. Se a criança não quer fazer determinado tipo de atividade física, principalmente na escola, pode ser sinal de que foi ou é alvo de bullying, rejeitando a prática para não sofrer mais com o desconforto.

 

Dar suporte

 

Os genitores têm papel importante a cumprir no sentido de ajudar as crianças com obesidade a controlarem o peso. Precisam aproveite todas as oportunidades para construírem a autoestima da criança.

O ideal é conversar direta e abertamente, sem crítica ou julgamento.

 

Prevenção

 

O que deve ser feito para evitar a obesidade infantil?

  • Agendar visitas de acompanhamento médico ou outro profissional de Saúde.
  • Dar bom exemplo.
  • Comer alimentos saudáveis e fazer exercícios regularmente.
  • Evita disputas de poder relacionadas com os alimentos. Não usar doces ou outros pratos como recompensa ou punição para as atitudes da criança
  • Enfatizar o positivo, destacando os benefícios da boa alimentação e do exercício físico.
  • Ser paciente. Muitas crianças com excesso de peso podem chegar a peso saudável com o crescimento.
  • Não exagerar nas recomendações de dieta e atividade física.

 

https://www.minhavida.com.br/saude/temas/obesidade-infantil